Bala perdida.

Era um dia comum numa vida comum. A rotina é de circular em meio às informações que as pessoas despejam de modo geral e suas visões sobre o cotidiano.

Ao passar por diversas destas visões corriqueiras, sentiu um impacto surdino. Quase inocente por tanta despretensão, mas, por outro lado, um tanto fatal também.

Sentiu suas pernas bambearem e os olhos se desviarem por um instante. Como se aquilo pudesse poupá-lo do que vira. Enganado pelo instante, retoma a postura e se mantém diante do que o atingira. Não tem mais volta, ele sabe que uma vez atingido se pode deixar derrubar e permanecer caído, ou levantar e seguir com mais aquela cicatriz imperceptível aos olhos.

Fecha os olhos por outro instante, inspira e se agarra em princípios a muito tempo absorvidos: respeito é o que me guia e nele é que me fixo.

Segue seus passos rumo à rotina, sem que lhe vissem as marcas, mas não se esconde, nunca!

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