Eu não vi o eclipse.

De muito em muito tempo isso acontece e ouvi dizer que o próximo será só em 2033, e eu perdi.

Por outro lado eu não perdi em nada por não vê-lo pois estava inserido em um universo tão mais complexo, cujo período não se pode medir, e não há regra de quanto em quanto tempo esse universo coexista.

Se as pessoas dessem o mínimo valor a esses detalhes do dia a dia, o eclipse seria tão banal quando ocorresse, uma vez que a todo momento universos se trombam mas não se percebem.

Era sereno por lá, parecia simples aquele lugar todo, porém escondia uma complexidade gigantesca em cada parte que eu explorava. Meus olhos não aprenderam a mentir, eles entregam no brilho enquanto refletem toda aquela observação. – Não posso pisar aqui, mas talvez ali, e ali – A cada passo uma nova descoberta, branda e serena. Quantos caminhos simples, escondiam escombros do passado e apresentavam uma natureza  aconchegante.
– Isso! Aconchego! Era isso que estava procurando para definir esse universo: Aconchegante.

Incrível como muitos deixam passar despercebidos momentos tão delicados na vida.
Eu perdi o eclipse de 2015 e talvez tenha outra oportunidade em 2033. Mas conheci um novo universo aconchegante, raro, qual não saberia quando teria essa oportunidade novamente.

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