Truncado e amarrado.

Me tornei um péssimo tradutor.
Há tanto pra xingar, e tão em vão que não sai. De fluido só o relógio, sequer o tempo as vezes.

Nunca estive tão enganado, nos dois sentidos dessa colocação. Me coloco em tamanho conflito com essas janelas que traduziram tão erroneamente histórias ilusoriamente admiráveis. Eem momentos de surtos de consciência a vontade é de parar isso daqui, afinal, que sentido teriam essas palavras hoje?  Todas elas? – Servem para me lembrar da história que me trouxe até aqui. – Esse é o argumento que me segura em não jogar tudo pro alto também. Mas lembro então que são em vão também, bem próximo dos xingamentos inúteis que me surgem repentinos diariamente.

Está tudo truncado aqui, na porta de saída. É a sensação de querer muito cagar e não ter onde, então fica aquele tanto de merda presa querendo sair. O resultado é quase o mesmo, se deixar sair é só um monte de merda pra sujar a roupa. Não tem a sensação de alívio por fazer, só mais uma frustração de um monte de merda exposta.

Tá tudo truncado: Xingamentos, elogios, carinhos e repúdios, todos em vão, todos sem serventia pra você, pra mim, pra eles e elas.

É uma covardia sem fim, de lá e de cá. Como o gado que tem toda a força que precisa pra arrebentar a cerca pra sair, mas não sai.

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