“Into the Wild” – Por quem ficou para trás.

Você partiu para construir a sua história e elevou ao extremo os seus desejos pela natureza selvagem.

Assisti orgulhoso a sua partida, mesmo que em meus olhos estivesse estampada alguma decepção por não seguir o que sonhei para você.

Quando nasceu, desejei o máximo para sua vida: um bom carro, um apartamento confortável, diplomas, carreira, família, entre outras coisas, e me esforcei para que tivesse tudo isso.
Por tantas brigas você dizia que esses desejos eram apenas coisas, coisas e mais coisas. Eu não entendia no início, mas agora eu posso ver melhor, não eram coisas, nunca foram. Eram sonhos que me foram ensinados a sonhar e como sempre o amei demais, sonhei para você também.

Te ver partir era a contradição dos meus sonhos que você nunca foi capaz de entender, com os seus que também nunca fui.

Você está em algum lugar do mundo agora, vivendo o que sonhou para si. Assim eu espero, porque te amo demais para esperar diferente, mas eu me martirizo por não ter notícias suas, pois também te amo demais para não me importar.

Tenho orgulho de pensar que foi capaz de dar seus passos como quis, e me envergonho por me sentir deixado para trás.

Eu não o culpo por sentir que não mereço notícias suas, mas espero que não me culpe por esperar alguma.

Seu amor pela natureza o levou mundo afora e o meu amor por você não me permite não querê-lo por perto.

Te amo, meu pequeno selvagem.

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